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Amsterdam

Na sexta-feira, fomos, eu Alonso e JB Nikkima para Amsterdam.
E no sábado, a Deise (Revoluta Produções )me noticiou a data de um show de uma banda brasileira, e era no dia seguinte, no domingo. Então fomos lá ver o Confronto (RJ) tocar no Melow Melo. Muito legal, é se sentir em casa, ver uma banda brasileira tocando em Amsterdam.

Em Bochum, o Cólera Project, tocou no Wagene e tava lotado, full house.
Foi o recorde de bis: 8x… hehehe…
Tivemos que repetir umas músicas, porque nesta formação só havíamos ensaiado 2 dias, 20 sons….hehehe

Sim, tocamos 2 vezes na Alemanha.
Dia 5 de novembro (quarta-feira) em Hamburg, No Lobus. O squat No-Pasaran, onde ficamos hospedados antes e depois da tour.
Um salve para as pessoas do Lobus!
O trio JB, Eu e Alonso, fez o Cólera Project com 11 músicas do Cólera: Palpebrite, Duas Ogivas, Oxygênio, X.O.T., C.D.M.P., 1.9.9.2., Pela Paz, Suburbio Geral, …sorry, mas agora não me vem as outras…hehe.
E inclui Pânico em SP (Inocentes), Grandola (versão 365), Isto é Olho Seco (Olho Seco) e Janie Jones (The Clash).
O show em Hamburg foi grande festa, 5 bis e ainda uma jam, bem circo chinês, hc anos hc, quando um cara que estava aniversariando sentou na batera, começou a improvisar. Daí o Nikkima pegou o baixo e eu peguei a guita. Foram 15 minutos de mais festa… hehehe.

Lotado e apertado, com um palco pequeno e baixo.
O teto ficava a 30 cm da minha cabeça. Pular só com as pernas…hehehehe
Começamos um pouco frios. Bem cansados e fomos aquecendo. Depois de meia dúzia de músicas, aí o teto baixou mesmo…quero dizer, pra mim, ficou baixo….hehehehehehe..
Bem, saímos de Hannover de sábado para domingo, às 01:15 para chegar em Hamburg, mais precisamente no Aeroporto Internacional de Hamburg, às 04:00 para check-in do Val e Pierre.
Eles retornaram logo após o show de Hannover, pegando o vôo das 6:40 da manhã de domingo.
Tudo ia bem na rodovia, após uns 90 minutos. A van vinha fazendo o final da curva e um carro (acho que era uma mercedez…algo assim) veio a milhão na pista da esquerda e não terminou de fazer a curva, batendo na lateral direita da van, tirou de uma vez pra esquerda, bateu forte no guarda-rei e rodou na frente da van, enquanto já vinhamos freando. E a tal mercedez, foi com tudo de frente no guarde-reio direito, bem na nossa frente, rodou mais adiante batendo os dois lados da traseira na estrutura e levantando poeira.
Parecia até que haviam vítimas fatais no outro veículo. Já era noite, mas o farol da van, alto e forte, dava boa noção de que alguém ao volante estava com a cabeça encostada no vidro da porta.
Bem, após constatar que não havia feridos, e somente 5 pessoas chocadas que queriam sair de um carro que parecia um sacarolha…hehehehe
Bem, o susto também pesava sobre o horário, enquanto havia um acidente na pista entre Hannover e Hamburg, havia um vôo que sairia às 06:40 para Guarulhos.
A polícia chegou e fez o procedimento, B.O. e todas aquelas luzes de cinema…hehehe.
Depois de 40 minutos, sem mesmo pedirem nossos passaportes, mas sabendo da nossa urgência, saiu o B.O. e seguimos, desta vez com horário apertado para tudo.
Passados uns 20 minutos, a polícia acena de longe para a van parar. Shit!!! E agora Batman!????
Daí pediram todos os passaportes, e começaram a querer saber coisas, mas por sorte… o que parecia que ia durar mais 40 minutos, foi interrompido pelo rádio, quando a equipe anterior confirmou a liberação e anunciou a nossa urgência.
Rapidinho os figura liberaram a van e seguimos, rumo a Hamburg.
Com bagagem de mão esquerda e também de mão direita, Pierre e Val, acabaram voltando juntos, no trajeto Hamburg, Lisboa. Onde, sem prever, foram separados, embarcando em vôos diferentes. Segunda feira trampo…

O JB Nikkima, apresentou um trampo em dó#, que acabamos incluindo uma percussão no meio e tudo pára. Daí a guitarra chama uma, pára, duas, pára… e vai até 8 e vira um gás total e a letra diz:
Nosso som é gás! 4x
Don´t fuck with my blue blu blu blu blu bag!!!
e acaba! seco seco seco!

Caracaaaaas…se Viena foi muuuito bom, Berlim então…!
O Kopi, é um antigo e muito conhecido squat europeu, anterior a derrubada do muro.
Lotado e animado, foram os 90 minutos de Cólera. Amigos do Mundo Gecco, amigos brasileiros residentes por aqui, amigo da Áustria, a quem foi dedicado este concerto. Pois o roubo do merchandise que rolou na cidade de Linz, foi solucionado pelos organizadores do evento local, e eles viajaram 750 Km até Berlim, para nos levar o material e aproveitar e ver outra festa com letras em português e bate-papo em inglês, portunhol… hehehe
Sendo o penúltimo show da tour, foi uma desforra positiva, onde todos se envolveram transformando 1:15 de setlist em quase 3 horas de adrenalina no limite…hehehehe..
No dia seguinte, fomos conhecer o Museum dos Squats, com fotos, textos, adereços, resultados do Faça Você Mesmo em ferro, papelão, sucata…
Imagens de ocupações e resultados avançados de organização.
Posso dizer que boa parte realmente estão assim, mais organizados.

O show foi numa quarta-feira, e choveu muito, do meio da tarde até o outro dia, só água. E a organização do evento trocou o local de uma sala grande, para umas 300 pessoas, para o bar, para umas 80. Foi perfeito.
Pois além das bandas e cast da casa, haviam 70 pessoas. Foi a segunda vez que tocamos ao lado da banda israelita Mundo Gecco. A festa foi novamente muito boa.
Para nós (equipe Cólera) era mais uma noite de balada, diversão, pimbolim, pessoas novas… do que de tanta responsa. O bar deu uma atmosfera bem íntima e a noite toda foi assim.
Baladinha até 6 da manhã… geral.

A cidade de Teplice fica a uns 20 km da capital da República Tcheca, Praha (=Praga).
Tocamos num salão de shows, na parte inferior do edifício de uma faculdade. Foi uma genuína noite de punk rock brazuka. Amigos brasileiros vieram da Itália, Polônia, ainda alguns portugueses e toda a equipe do Juventude Maldita, somaram com a equipe do Cólera, para uma boa festa punk.
A maioria do locais que tocamos até aqui, tinham ótimo som, fortes retornos. Mas este bar tinha uma boa infra, mas nenhuma caixa de retorno. Quem fica mais prejudicado é o Pierre, lá atrás da bateria.
Mas a tour vem sendo gravada com som e imagem para o DVD. E na nossa equipe está o Alonso, que já é nosso técnico há mais de quatro anos aqui no Brasil.
Assim, foi possível fazer uma boa festa mesmo sem retorno. A apresentação do Juventude Maldita foi firme e com uns covers.
O Cólera abriu com Bombeiros e incluiu uma cover do Stiff Little Fingers – “Suspect Device”.
Foi uma grande noite.