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Pela segunda vez, subimos ao palco do do EKH squat histórico de Viena. Igual a 2004, tivemos a presença de vários brasileiros, uns que moram aqui, um que veio da Irlanda pra acompanhar a tour do Cólera e um que veio de Londres… fodasso!!!
Haviam uns 8 brasileiros participando, amigos novos e antigos. Amigos também de Portugal, da Finlândia, da Polônia e Itália.
Este foi de longe o melhor e mais animado concerto até agora. Lembrou a apresentação que fizemos no Hangar 110 em Julho, pelos 29 anos da banda.
A banda deu 5 vários bis, não deixavam a gente ir embora do palco. Mesmo depois do quinto bis, o que significa depois de umas 7 músicas, a galera ficou cantando Pela Paz e pedindo mais.
Porém o mixer já estava desativado, não rolou mais…
Mas a festa continuou e foi das 2h às 7h da manhã.
Para vocês terem uma idéia real do nível deste dia no EKH, é melhor ver depois as imagens da doideira toda no DVD… (agora já estou achando mesmo que vai ter que ser duplo).
Bem, em 3 horas, partiremos para a República Tcheca, para 3 concertos…

Pela segunda vez, o Cólera se apresentou nesta cidade, a primeira foi em 1987. Mas foi em outro espaço… Desta vez foi num espaço chamado Kapu. Com 2 bandas locais e uma italiana, a festa foi muito boa, todos envolvidos e a banda a milhão…
Tocamos “Festa No Rio”, outra música inédita para o próximo álbum. Foi uma festa mesmo!!!
Uma tour, como esta que estamos fazendo aqui, tem um grau de atividades muito intenso, onde fazemos o trabalho todo, como descarregar a Van, muitas vezes subir 2 ou 3 andares com os equipamentos, e depois do show, desmontar tudo, carregar a van e pegar a estrada.
Nesta correria, não é difícil algum membro da equipe ficar adoecido, com gripe, machucados, e outros malitos mais…
Mas na noite deste show, tivemos um golpe bem maior que qualquer situação de enfermidade, cansaço…
Algum infeliz aproveitou os poucos minutos de atenção que o JB tirou, quando foi cantar 2 músicas com a banda (a saber: RP e Histeria), e infelizmente, nos roubou toda a merchandise com vinils, CDs, camisetas, mais miudezas… posters, bottons, adesivos..
Pois é, algum FDP que num tinha o que fazer, nos criou um grande problema.
Claro que o fato não diminui o nível do show e da apreciação pelas pessoas que nos receberam muito calorosamente.
Perdemos nossa base para pagar os custos do resto da tour, mas não importa, vamos em frente, não vai ser um desafio assim que vai interromper a tour agora.
‘bora pra Viena, que a parada foi incrível…

Na França ficou clara a valorização da parte de melodia, a energia e linguagem da banda, mas em Nuremberg, na Alemanha, deu uma esfriada, pois, pela mesma situação de Sta Etiene, muitos problemas com o som e pouca gente, até porque o bar do evento era mais para techno do que para PunK, HC ou mesmo Rock and Roll.
Foi com certeza a apresentação mais relâmpago da tour… heheheh
Tocamos 9 músicas, talvez mesmo, um recorde de show mais curto do Cólera nestes 29 anos…

Quando tocamos nesta cidade, em 2004, foi num local grande, um som fera para mais de 150 pessoas. Mas desta vez foi num bar, bem pequeno e, mesmo estando lotado, não foi a melhor noite da tour…
Mesmo com muitos problemas de retornos, acredito que tivemos bons momentos, pois quem sintonizou curtiu.

Uma cidade conhecida pelas fábricas de facas e derivados, tem um ambiente medieval, com construções típicas de filmes como o Senhor dos Anéis…
Numa região de montanhas, o local (um squat) fica ao lado de um rio e de uma usina hidrelétrica abandonada.
Antes do Cólera, tocou a banda Radio Maquis, com um espetáculo de garra e até acrobacia, quando o guitarrista fez uma manobra no pilar central, batendo com os dois pés e pulando de volta para o chão, sem parar de tocar… Numa dose forte de HC criativo e empolgante.
O Cólera tocou cerca de 2 horas, incluindo “Capacetes Vermelhos”, música ainda inédita em álbuns, e anunciou o próximo projeto, o CD Acorde Pra Acordar.
O espaço de show era pequeno e haviam umas 70 pessoas, mas todos curtindo, participando.
O destaque da noite fica para a iluminação. A maioria do spots são feito no local, com latas e embalagens de todos os tamanhos, resultando num espetáculo de sombras, cores diferentes.
Claro que no dia seguinte preferimos acordar cedinho e fazer um rolê pela cidade medieval, fotos e filminhos foram registrados… Logo o DVD vai ter que ser duplo…talvez triplo… hehehe

Há poucas horas tocamos em paris…
Novamente um brasileiro surgiu no meio dos gritos eufóricos dos franceses, daqui a pouco ainda vai aparecer
alguém gritando no meio do show: TOCA RAULLLL!!!
Muito animado e aplaudido, o concerto esquentou o frio parisiense e não ficou longe do nível de resultado da Finlândia.

Da Alemanha seguimos para a Bélgica, para Merchtem.
Outra festa divertida, desta vez com o reencontro dos amigos que fizemos em 1987.
Novamente na Bélgica foi show forte e longo e balada, entrevistas e festa ate às 9h da manhã.

Depois do festão em Bremen, fomos pra Darmstag.
O local, surpreendente e mágico, um castelo, que é um espaço alternativo desde o fim da segunda guerra. Hall de entrada de filme com pé direito hiper-alto e decoração de alguns séculos atrás; lareira de pedra, mezanino artístico e uma sala de concerto espetacular, tenho certeza que teremos um ótimo material para o show deste dia.
Além de toda a atmosfera das antigas, tivemos um comentário do organizador do evento:
“É extremamente raro as pessoas dançarem aqui neste local e vocês conseguiram pôr
todos os presentes para se mexer, além do resultado do som  que tiraram ‘o melhor já ouvido neste local desde que começamos a funcionar…’”

Hoje, 15 de outubro, voamos de volta para Alemanha, de Tampere para Bremen.
Sem dormir fomos comer pela rua e a expectativa também era de pouca gente, pois além de ser quarta-feira, começou a chover muito forte desde às 6 da tarde.
Mas, agora, depois do show, posso afirmar que a dose de Turku foi repetida…

Sim o Redson começou o e-mail sobre Turku com letra garrafais:

T U R K U :
Eu prefiro começar a contar com a expressão unânime aqui na banda, equipe:
“QUERO UM DIA MORAR NA FINLANDIA”
Turku foi, depois de Tampere, sem dúvida o show mais incrível, de banda e público até agora. Por ser numa terça, a expectativa era entre 20 – 30 pessoas… Mas tinha umas 100.
Melhor do que isso, foi que todos participaram, e tocamos o set inicial de 19 músicas, e fomos mantendo a peteca no ar (coisa de punk véio…heheheh)
A festa só estava começando.
Depois do show, conversando com as pessoas, desobrimos que tinha gente da Polônia,
do interior da Finlândia…muito legal…
Foram 2 horas de show e mais 4 horas de festa até às 5 da manhã.

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